Cidades OPINIÃO
Enjaular os ‘malucos’ de Bolsonaro é injusto, mas prender golpistas é cumprir a lei e fortalece a democracia (Coluna do Raoni)
Leia a coluna do jornalista Raoni Zambi
21/08/2025 21h17
Por: Zatum Notícias Fonte: RAONI ZAMBI
Fátima de Tubarão, pobre diaba, defecou no STF e pegou 17 anos de cana (Crédito: reprodução)

O ex-presidente Jair Bolsonaro está praticamente no xilindró. É justo. Ele, com outros amalucados, criminosos e pulhas, de fato, planejaram dar um golpe de estado. Se não fosse o  ex-comandante do Exército, o general Marco Antônio Freire Gomes, dizer que prenderia quem tentasse dar cabo à ruptura institucional, o país teria dado um mergulho no caos, com consequências sociais e políticas de desgraça e mortes. 

A cena da ameaça de prisão, contra Bolsonaro, ocorreu numa reunião no Palácio Planalto, no final de 2022, e foi presenciada por Carlos Baptista Júnior, então comandante da FAB (Força Aérea Brasileira). Tudo foi relatado à PF (Polícia Federal), em inquéritos nos quais os indiciados tiveram o direito de ampla defesa e do contraditório, como deve ser nas democracias. 

Há também a deleção de Mauro Cid, a minuta golpista, conversas com áudios encontradas nos celulares das pessoas investigadas, os acampamentos na frente dos quartéis em que os “malucos” esperavam as “72 horas” e o fatídico 8 de janeiro de 2022. Por fim, há farto material comprobatório, recolhido pela PF, que apontam inequivocamente que houve, sim, um planejamento e tentativa de golpe. Isso é crime. 

Agora, os cabeças da trama golpista precisam pagar na Justiça, conforme determina a Constituição. Simples assim. 

Porém, figuras cômicas, pobres, miseráveis e muito risíveis, que poderiam ser representadas no glorioso de Brancaleone, não deveriam estar na prisão. Há excessos, como no caso da moradora de Paulínia, a cabeleireira Débora Rodrigues Santos, que rabiscou “perdeu, mané”, na estátua da Justiça e a tenebrosa “dona Fátima de Tubarão”, que defecou no STF (Supremo Tribunal Federal).

Outro parvo integrante da trupe deplorável é Antônio Cláudio Alves Ferreira, que destruiu um relógio histórico. Os três receberam condenações pesadíssimas, mas eram apenas massa de manobra barata. Como milhares de brasileiros, esses diabos acreditaram em estultices espalhadas pelo WhatsApp. 

Alguns desses bobocas tentaram até comunicação com extraterrestres, com celulares nas moleiras. Eles queriam a tal “intervenção”. Ridículos.  Nenhum desses idiotas, por exemplo, tinha poder de comando. São criaturas manipuláveis, sem bom senso e que acabaram, até por falta de sorte, participando daquela arruaça, com o sentimento de que eram “Napoleões”. Literalmente, coisa de doido. 

Até para pacificar o Brasil, uma boa saída seria uma espécie de “anistia parcial”, com penas alternativas para os "malucos" de Bolsonaro. Assim, que a Justiça seja justa, e pese os contextos, para cada paspalho receba a condenação segundo o tamanho do próprio pecado.