Cidades OPINIÃO
Agosto Lilás não é só uma cor. É um grito. (Coluna de Adriana Rocha)
É fundamental para a sociedade combater a violência contra a mulher
05/08/2025 19h23 Atualizada há 11 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: ADRIANA ROCHA
A colunista do Zatum Adriana Rocha (Crédito: arquivo pessoal)

Um grito silencioso de milhares de mulheres que vivem, ou já viveram, a dor da violência — física, emocional, psicológica ou patrimonial. A agressão contra a mulher não tem desculpa, não tem disfarce e não deve ser ignorada. Violência contra a mulher? Não. Nunca mais.

Ser mulher não pode ser sinônimo de medo. Medo de falar, de denunciar, de andar na rua, de ser independente, de se impor dentro da própria casa. Nenhuma mulher nasceu para apanhar, ser humilhada, diminuída ou controlada. Toda mulher tem o direito de viver, de sonhar, de amar e ser respeitada — dentro e fora de casa.

E quando ela grita em silêncio? A sociedade precisa ouvir. Quantas vivem aprisionadas pela culpa, pelo julgamento, pela dependência emocional ou financeira? O silêncio é a arma que o agressor mais ama. Mas a coragem — essa, é a força que a mulher precisa cultivar. E nós, enquanto sociedade, temos a obrigação de dar voz, apoio e proteção.

Denunciar não é vergonha. Vergonha é agredir. Romper o ciclo da violência é ato de coragem e amor-próprio. É por isso que o Novembro Lilás existe: para lembrar que ninguém está sozinha. Existe rede de apoio, existe acolhimento, existe justiça. Existe vida após o abuso. E ela pode (e deve) recomeçar com dignidade.

A mulher não quer piedade, quer liberdade. Liberdade de viver sua história, seu corpo, sua verdade. Que o Novembro Lilás não seja só um mês, mas um movimento permanente. E que cada mulher seja respeitada como merece: com igualdade, segurança e amor.