O número de telefone do Portal Zatum Notícias, usado para divulgar informações de interesse público, foi excluído, nesta segunda-feira (19), dos grupos de WhatsApp “Estamos de Olho” e “Pau no Gato”, por Eduardo Melcunas, cabo eleitoral contratado do candidato a prefeito Dirceu Dalben (Cidadania). Mais cedo, postei uma coluna relatando que mentiras estavam sendo espalhadas por apoiadores do ex-prefeito de Sumaré contra Priscilla Bittar (PSB).
Como jornalista, sinto-me extremamente desrespeitado por essa retaliação covarde. Trabalho de forma digna e honrada na imprensa de Paulínia desde 2008. Usava os grupos para divulgar notícias sobre campanhas de vacinação, castração de animais, ocorrências policiais e todo tipo de utilidade pública.
Expulsar um jornalista de um espaço sempre é um atentado contra a liberdade de imprensa, Constituição Federal e Democracia. Apurei que foi uma ordem expressa de Dirceu Dalben, o “todo poderoso”, que é chamado até “Mago” por alguns. O Deus que o senhor tanto louva, com aquele sonoro “Amém”, quando discursa, com certeza, também não gosta que repórteres sejam expulsos, pode apostar. Amém?
O deputado precisa entender que nem todos estão à venda, que dinheiro não compra tudo e todos. O senhor mal chegou à cidade e já está usando do seu poderio para expulsar quem está aqui há muito tempo, de determinados ambientes. Isso é muito negativo. Com certeza, meus milhares de leitores de Paulínia não gostaram de saber que o Zatum está sendo perseguido.
Hitler perdeu a Segunda Guerra Mundial quando decidiu lutar em duas frentes, ao invadir a antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). De um lado, os nazistas brigavam com a Inglaterra de Winston Churchill, e de outro com o bloco comunista de Stalin. O resultado da ganância desmedida foi o suícidio, com cápsula de cianeto, do chefe do Terceiro Reich, e sua esposa, Eva Braun, em 1945.
Dalben também está em duas guerras, uma em Paulínia e outra em Sumaré. E segundo pesquisas de opinião, está perdendo nos dois municípios. Talvez estejamos assistindo o início do fim de uma estrutura de poder sustentada por cargos, aparelhamento da máquina pública e impublicáveis benesses. Mandar expulsar jornalista de grupo de WhatsApp é desespero. Está tudo explicado.