Cidades POLÍTICA
Dirceu Dalben se alia a Mário Lacerda, que é odiado pelos servidores públicos em razão de sua suposta gestão corrupta no Pauliprev (Coluna do Raoni)
Leia a coluna do jornalista Raoni Zambi
06/04/2024 21h54 Atualizada há 2 anos
Por: Zatum Notícias Fonte: RAONI ZAMBI
Dirceu Dalben, Luiz Dalben e o probo Mário Lacerda (Crédito: reprodução)

 O meu querido amigo Mário Lacerda (Cidadania) postou uma foto, em seu Instagram, ao lado do competente deputado estadual Dirceu Dalben (Cidadania), e do excelente prefeito de Sumaré, Luiz Dalben (Cidadania). O trio está abraçado e sorri sorrisos bonitos,  gostosos e saborosos. Desculpem as ironias e figuras de linguagem. Mas é sábado à noite, afinal. 

Talvez por desconhecer a vida pregressa de Mário,  o parlamentar que fez a carreira política em Sumaré,  tenha topado sair no retrato ao lado do ex-presidente do Pauliprev (Instituto Previdência dos Servidores Públicos de Paulínia). 

Em sua gestão no fundo de aposentadorias, Mário Lacerda realizou a proeza de conquistar a fúria eterna do funcionalismo público paulinense. Na cidade, até os pardais e as chaminés da Replan sabem de tal contexto. Se Lacerda entrar no Paço, ou ir em qualquer repartição, o risco de uma surra é real. Tudo isso porque o TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado) de São Paulo apontou investimentos supostamente fraudulentos do agora amiguinho da família Dalben. 

Pelo menos cinco mil trabalhadores correram o risco de perderem suas aposentadorias, com Mário à frente do Pauliprev, segundo o MP (Ministério Público). Tais aplicações financeiras causaram prejuízos milionários para os trabalhadores, de acordo com apontamentos do TCE. 

Por conta de tais negociatas,  Mário Lacerda chegou a ter seus bens bloqueados a mando do Poder Judiciário. À época, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 16 milhões do homem que sorri para a vida ao lado de Dalben.  Além disso, a promotoria apontou que pelo menos R$ 260 mihões foram aplicados de forma irresponsável, e até fraudulenta. 

“Inúmeros foram os investimentos em fundo de solidez duvidosa, em desacordo com o estabelecido na legislação aplicável e, pior, ignorando-se as orientações do Ministério da Fazenda, Ministério da Previdência Social e Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, além das recomendações expedidas pelo Ministério Público Estadual, o que causou vultuoso prejuízo ao Instituto, justificou a juíza Marta Brandão Pistelli para decretar o bloqueio dos bens do “aliado sorridente”. 

Como bom amigo, de palavra e leal, tomo a liberdade de sugerir para Dirceu Dalben uma análise mais qualificada e estudos mais detalhados sobre quem é quem na política local. Caso contrário,  o risco de ficar feio na foto, em véspera de eleição, é muito grande.