Campinas exerce uma influência menor em área territorial, quando comparada a metrópoles como Curitiba e Vitória, mas atrai contingentes populacionais superiores, além de bens e serviços com maior diversificação.
Com isso do ponto de vista de políticas públicas, como transporte e moradia, por exemplo, não basta pensar isoladamente. É preciso pensar no conjunto, para resolver as grandes questões e dilemas da cidade, conforme a opinião de Bruno Hidalgo, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Entre os municípios mais conectados a Campinas estão Hortolândia , Monte Mor , Paulínia, Sumaré , Valinhos e Vinhedo, além Universidades de destaque como a Unicamp e PUC-Campinas.
O município ainda sedia estruturas como o Tribunal Regional do Trabalho da 15º Região, que abrange 599 municípios paulistas. Campinas também é referência por concentrar estruturas como o Aeroporto Internacional de Viracopos, o que supre falta de terminais em outras cidades paulistas, sem contar a importância dele nas importações e exportações de cargas por via aérea. Tal relevância é nacional, e até internacional.
Campinas também é muito procurada pelos serviços de saúde, sendo a 9ª cidade mais procurada no ranking nacional. Quando questionado se outra cidade da região pode alcançar na próxima década o posto de metrópole, Hidalgo evita fazer previsões, mas lembra que Americana já ocupa o posto de capital regional –a segunda classificação hierárquica entre cinco possíveis. Realmente, a região de Campinas é privilegiada.