Cidades MALANDRAGEM
Queda do Mogi Mirim para a quinta divisão termina em briga e tiros disparados pelo filho do presidente
Comportamento de bandido teria ocorrido dentro do estádio do Sapão
26/06/2023 16h05 Atualizada há 3 anos
Por: Zatum Notícias Fonte: RAONI ZAMBI
O Estádio Vail Chaves foi para leilão (Crédito: divulgação)

No fundo da fossa, rebaixado, pessimamente administrado, roubado e humilhado, o Mogi Mirim, para chafurdar ainda mais na merda, está na quinta e última divisão do Campeonato Paulista, após empatar com o Independente, no Estádio Vail Chaves, no último dia 18. A última vergonha ocorreu no sábado (24), na derrota por 2 x 1 para o Vocem, em casa, para sacramentar o sexto rebaixamento seguido desde 2013.

Nunca em sua história o Sapão, do Carrossel Caipira de Vadão e que já esteve na elite do futebol nacional, havia chegado em situação tão calamitosa e fedorenta. A cada campeonato, um rebaixamento, mais dívidas e mais enlameado no atoleiro de explicações suspeitas, artimanhas, malandragens e interesses escusos.

Revoltados após mais uma derrota, no sábado, torcedores manifestaram indignação por mais uma queda. Diogo Santos de Oliveira, filho do cartola e presidente do clube Luiz Henrique de Oliveira, teria dado três tiros para o alto, no meio do atrito. Se isso aconteceu, conforme consta no BO (Boletim de Ocorrência), trata-se de comportamento criminoso, de bandido. A Polícia Civil informou que investiga o caso.

Atolado em dívidas, para honrar os compromissos,  a juíza Maria Raquel Campos Pinto Tilkian Neves, da 4ª Vara da Comarca de Mogi Mirim, determinou o leilão do maior patrimônio do Clube, o Estádio Vail Chaves. Somente com uma empresa de segurança o débito é de R$ 1 milhão. O curioso do caso é que somente no dia 28 de abril a atual gestão nomeou um advogado para cuidar da situação. Pelo que parece, existem intenções não republicanas indizíveis, mas que todos já perceberam quais são. 

Sobre os tiros disparados pelo filho, Luiz Henrique de Oliveira disse para a imprensa que ficou "sabendo de atos de vandalismo dentro do clube por parte de integrantes da torcida organizada". O mandachuva ainda alegou que a situação somente foi controlada após a chegada da PM (Polícia Militar). 

Pelas glórias e, principalmente pela cidade e torcida, o Mogi Mirim precisa de uma virada de página. Os canalhas precisam ser postos para correr, e até presos. Tudo precisa ser bem explicado, inclusive com auditorias isentas. Somente assim o Sapão poderá reecontrar seu passado e ter um futuro de alegrias e lindos carrosséis.