Cidades Política

Sem Planejamento: Famílias são obrigadas a comprar material escolar em plena pandemia

Gastos mensais podem chegar a R$ 100 nas escolas municipais

02/10/2020 13h06 Atualizada há 3 semanas
Por: Da Redação Fonte: Da Redação
 Famílias reclamam que dinheiro usado no xerox poderia ser usado para comprar comida Crédito:( Zatum Imagem)
Famílias reclamam que dinheiro usado no xerox poderia ser usado para comprar comida Crédito:( Zatum Imagem)

Apesar de contar com um orçamento de R$ 400 milhões anuais, a Secretaria de Educação de Paulínia tem obrigado milhares de responsáveis pelos alunos, da rede municipal de ensino, a gastarem com xerox para que os estudantes possam acompanhar o conteúdo didático que tem sido passado por meio das aulas virtuais. 

A dona de casa Francisca Gomes da Silva, 38 anos, por exemplo, disse que já gastou R$ 120 para xerocar as apostilas de seu filho João, 9 anos, aluno da quarta série da escola municipal Oadil Pietrobon, no bairro Santa Terezinha. 

De acordo com Francisca, a cada 15 dias os professores enviam uma lista de apostilas que precisam ser copiadas. Em média, o custo do material fica em R$ 45. 

“Estamos numa fase de pandemia. O dinheiro que tenho gastado poderia estar sendo usado para comprar leite e outros alimentos. Acho uma falta de consideração, principalmente com as famílias mais carentes de nossa cidade”, afirmou Francisca. 

A empregada doméstica Beatriz dos Santos Amara, 25 anos, também reclamou da situação. “Estou com pouco dinheiro e não consegui tirar todas as cópias. O aprendizado da minha filha Carol está sendo prejudicado em razão disso. Estou até triste. A prefeitura é muito rica e poderia fornecer esse material aos alunos”, disse. 

Incompetência

A administração do prefeito Du Cazellato (PSDB) está com mais dinheiro em caixa, principalmente na Educação. Gastos com merenda escolar, transportes, funcionários terceirizados não estão sendo realizados, já que as aulas estão suspensas desde março, quando começou a pandemia do coronavírus. 

Procurada para se manifestar sobre o assunto, a Prefeitura de Paulínia não enviou nenhum retorno, até a publicação do texto.