Cidades Desrespeito?

Paulínia é a cidade da região com mais guardas infectados pelo coronavírus

Sindicato fez queixa no Ministério Público sobre a situação

11/08/2020 21h17 Atualizada há 4 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
Quarenta guardas de Paulínia contraíram o coronavírus (Crédito: divulgação)
Quarenta guardas de Paulínia contraíram o coronavírus (Crédito: divulgação)

Reportagem publicada pela EPTV e G1 Campinas, nesta terça-feira (11), demonstrou que Paulínia é a cidade da região com mais casos de Guardas Municipais contaminados pelo novo coronavírus. A cidade conta com 223 agentes e 40 foram infectados pela Covid-19, o que corresponde a 17% do efetivo. 

Sumaré é o segundo município da região com mais guardas infectados. No levantamento da emissora de TV, foi constatado que cinco GMs da cidade vizinha contraíram a doença. 

Campinas, com 685 guardas e na sexta posição do ranking, apesar de ter mais que o dobro de guardas em comparação com a corporação de Paulínia, registrou 12 agentes com a Covid-19. 

Ministério Público

Em razão dos números alarmantes de coronavírus entre os guardas, o STSPMP (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia) protocolou uma denúncia sobre o assunto no MP (Ministério Público). 

De acordo com a presidente do sindicato, Claudia Pompeo, no início da pandemia, os agentes não tiveram acesso a EPIs (Equipamentos de Segurança), orientações e protocolos sobre como  deveriam agir para evitar a doença. 

“Em um dado momento, foi fornecido um kit de EPI's nas viaturas, mas não o suficiente para as diversas abordagens que são feitas diariamente pela eficiente guarda Paulinense.  Mesmo depois de iniciados os testes nos servidores, faltou mapeamento pela administração dos locais com testes positivos, visando a propositura de medidas mais adequadas e eficazes em cada setor”, afirmou a presidente Claudia Pompeo. 

Revoltado

Um guarda, que contraiu o novo coronavírus, relatou que a corporação está na linha de frente no combate à pandemia, mas que foram “desrespeitados” pela administração. 

“Fomos tratados com desprezo, e deixados sem eira e nem beira pelo governo. Fiquei com medo de o meu quadro se agravar. A prefeitura nos repassou apenas o que recebeu do Governo do Estado de São Paulo, e mais nada”, contou. 

Outro lado

A Prefeitura de Paulínia foi procurada para se manifestar sobre o assunto. Até a publicação do texto nenhum retorno foi enviado. O espaço está aberto, importante ressaltar. 

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