Cidades Pandemia

Cazellato descumpre promessa e deixa 450 trabalhadores com salário reduzido

Trabalhadores prejudicados estão reclamando que tem faltado dinheiro para comida e remédios

09/06/2020 21h17 Atualizada há 3 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
Trabalhadores afirmam que Cazellato não cumpriu ainda a lei que ele mesmo criou (Crédito: divulgação)
Trabalhadores afirmam que Cazellato não cumpriu ainda a lei que ele mesmo criou (Crédito: divulgação)

O prefeito de Paulínia, Du Cazellato (PSB), ainda não cumpriu com três empresas de transporte a lei 3.766, criada por ele mesmo, para que medidas de auxílio financeiro sejam tomadas durante a pandemia para evitar demissões ou para que não ocorra a redução de salário dos trabalhadores.  Com isso, 250 motoristas e 200 monitoras estão sobrevivendo com seus vencimentos reduzidos em percentuais que variam de 20% a 30%. 

Caso Cazellato tivesse cumprido sua promessa, ao assinar a lei, no final de abril, os funcionários das empresas terceirizadas da cidade estariam com 100% dos salários durante essa fase de combate ao coronavírus. Os trabalhadores em questão atuam no transporte escolar do município. 

“Estou com dificuldades para pagar o aluguel e para dar comida aos meus filhos. Aguardo ansiosamente uma solução para o problema”, disse uma monitora que pediu para não ter a identidade revelada. Ela tem medo de sofrer algum tipo de perseguição. 

Um motorista contou que a redução de seu salário comprometeu a compra de remédios “essenciais”. “Na minha casa usamos alguns medicamentos controlados e todos dependem do dinheiro que recebo. Infelizmente, estou tomando um comprimido dia sim e dia não. Isso tem afetado a minha saúde”, revelou. 

Sindicato

O Secretário Geral do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, Jeremias Nunes dos Santos, explicou que as empresas estão pagando em média 30% dos salários dos funcionários, e que a outra parte está sendo repassada pelo Governo Federal, que criou uma MP (Medida Provisória) sobre o tema. No entanto, nenhuma das monitoras ou motoristas estão recebendo integralmente os seus holerites. 

“Se o prefeito criou a lei, precisa cumprir. Os trabalhadores de Paulínia estão enfrentando diversos problemas por conta dessa situação. Também vamos fiscalizar e cobrar as empresas, quando o repasse for realizado”, afirmou

Não atendeu

Procurado para explicar quando o repasse será realizado, o Secretário de Finanças de Paulínia, Nicholas Andrews Baccarin, não atendeu aos chamados da reportagem e ainda nos bloqueou no WhatsApp.  “O próprio decreto estabelece as regras. A única empresa que se manifestou até o momento foi a Terra Auto Viação”, disse apenas a administração sobre os questionamentos enviados. Importante ressaltar que o espaço está aberto para manifestações.