Cidades Paulínia

Cazellato é acusado de ser “traidor” por servidores públicos

Sem avisar ninguém, prefeito retirou projeto que previa a incorporação do abono de R$ 1.000

25/03/2020 18h26 Atualizada há 4 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
Decepção: Cazellato não quis receber servidores públicos  na Prefeitura de Paulínia (Crédito: redes sociais)
Decepção: Cazellato não quis receber servidores públicos na Prefeitura de Paulínia (Crédito: redes sociais)

A retirada de última hora do projeto que incorporaria R$ 1.000 nos vencimentos dos servidores públicos, na sessão de terça-feira (24), deixou a categoria “revoltada” com o prefeito de Paulínia, Du Cazellato (PSDB), que prometeu a medida, mas antes de o projeto ser votado no plenário da Câmara voltou atrás, supostamente por conta do decreto que estabelece calamidade pública na cidade, em razão da pandemia do Covid-19, ou coronavírus. 

Segundo a presidente do sindicato dos servidores públicos de Paulínia, Claudia Pompeo, Cazellato não honrou a promessa que havia feito com aproximadamente quatro mil e quinhentos servidores públicos, que esperavam a aprovação do projeto. “O prefeito descumpriu o acordo, o que foi decidido em nossas reuniões e tratativas”, afirmou a sindicalista. 

Claudia explicou que participaram das reuniões com o Chefe do Executivo representantes do sindicato e de uma comissão formada por trabalhadores de diversas áreas do serviço público, como da educação, saúde, segurança e operacional. Representantes da AMSIP, (Associação dos Servidores Independentes de Paulínia), comandada por Roger de Souza, também participaram das negociações.  

A sindicalista ainda contou que os envolvidos sequer foram avisados da mudança de posicionamento por parte do governo. 

O servidor público Wagner Maciel Nunes relatou que está decepcionado com a situação. “Desde 2019 estou empenhando em garantir a incorporação do abono, ou de algo que seja equivalente. Conversei bastante com os trabalhadores e posso afirmar que o descontentamento com a administração é geral”, disse.  

Projeto

Na prática, o projeto enviado à Câmara iria incorporar R$ 500 aos trabalhadores referente à data-base  de 2019, e mais R$ 500 referente à data base-deste ano. Somados, os dois valores dão R$ 1.000, o mesmo do abono mensal que os servidores recebem mensalmente. A aprovação do projeto previa a anulação do abono. 

Ainda de acordo com Cláudia, Cazellato retirou dinheiro dos trabalhadores ao aumentar de 11% para 14% o desconto da alíquota que é repassado ao Pauliprev, o fundo de pensão da categoria. “Cazellato prometeu que beneficiaria os trabalhadores, mas não foi bem isso que aconteceu” disse. 

Na quarta-feira (15), Claudia, acompanhada por outros servidores públicos tentaram contato com o prefeito, mas deram com a porta na cara. Uma secretária de Cazellato informou que ele estava em reunião e não poderia atendê-los. 

Outro lado

A Prefeitura de Paulínia foi procurada para se manifestar sobre o assunto, mas até a publicação do texto nenhum posicionamento foi enviado. O espaço está aberto para manifestações. 

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