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Suspensão da “saidinha” por conta do coronavírus gera rebeliões e fugas em presídios

Diversos vídeos e fotos circulam em grupos de WhatsApp e Facebook

16/03/2020 22h15
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
Presos atearam fogo em alguns presídios do Estado de São Paulo (Crédito: redes sociais)
Presos atearam fogo em alguns presídios do Estado de São Paulo (Crédito: redes sociais)

A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) de São Paulo confirmou que na noite desta segunda-feira (16) que detentos de presídios do estado estão “insubordinados” e que ocorreram fugas. De acordo com integrantes da PM (Polícia Militar), a suspensão das “saidinhas” por conta do coronavírus seria a causa das rebeliões e fugas. Em diversos grupos de WhatsApp e no Facebook circulam informações sobre o assunto, com fotos e vídeos. 

Agentes penitenciários relataram que uma possível transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), pode ter motivado as fugas e rebeliões. 

Segundo informações preliminares, tumultos também estão sendo registrados no Complexo Prisional Campinas/Hortolândia.

As rebeliões estariam acontecendo no CR (Centro de Ressocialização) de Sumaré, CPP (Centro de Progressão Penitenciária) 1 de Hortolândia, Tremembé, Porto feliz , Irapuru, Mirandópolis, Mongaguá, Taubaté Franco da Rocha, Osasco, Campinas, e Valparaíso. 

Oficialmente, a SAP informou que as rebeliões aconteceram em Porto Feliz, Mongaguá, Tremembé e Porto Feliz, além da ala de semiaberto da Penitenciária II de Mirandópolis. 

Leia a nota oficial do Governo do Estado de São Paulo

A Secretaria da Administração Penitenciária informa que estão ocorrendo atos de insubordinação nos Centros de Progressão Penitenciária de Mongaguá, Tremembé e Porto Feliz, além da ala de semiaberto da Penitenciária II de Mirandópolis, devido à suspensão da saída temporária, que ocorreria amanhã. Tanto o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) quanto a Polícia Militar foram acionados e estão cuidando da situação. 

A medida foi necessária pois o benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto que, retornando ao cárcere, teriam elevado potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados. A SAP ainda realiza a contagem para determinar o número exato de fugitivos.

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