Cidades Paulínia

Robert Paiva já quis regalias com dinheiro público e teve contas de campanha irregulares

"Bom moço" já teve contas de campanha consideradas suspeitas

13/03/2020 10h45 Atualizada há 4 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
Robert é acusado de usar a desgraça alheia para ganhar curtidas em sua página de Facebook (Crédito: flaming de vídeo)
Robert é acusado de usar a desgraça alheia para ganhar curtidas em sua página de Facebook (Crédito: flaming de vídeo)

Paladino da moralidade e acusado de usar a desgraça alheia para se promover politicamente e ganhar curtidas em sua página no Facebook, o pré-candidato a vereador Robert Paiva (PTB) tem um passado político que ele faz questão de esconder. No auge da crise política que poderia resultar na cassação do ex-prefeito Dixon Carvalho (Progressistas) e mais treze vereadores, em abril de 2018, Robert, mesmo sendo suplente de vereador,  exigiu as mesmas regalias de um parlamentar eleito. 

Na época,  a Câmara de Paulínia informou que caso as exigências do “santinho” fossem atendidas, os cofres públicos seriam onerados em R$ 120 mil, em três meses, durante o prazo da CP (Comissão Processante). 

Robert Paiva chegou a protocolar um pedido na Câmara cobrando a contratação de três assessores, exigiu carro com gasolina paga com dinheiro público e um gabinete, mesmo sendo apenas suplente na Câmara. “Quero ter o status de vereador”, disse Robert na época. 

Além disso, na campanha em que saiu derrotado, em 2016, o “bom moço” precisou explicar para a Justiça Eleitoral diversas irregularidades nas contas de sua campanha. As contas de Robert Paiva foram aprovadas com ressalvas e o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) apontou que Robert recebeu doações suspeitas, ou que o doadores de dinheiro não foram devidamente identificados. Tais situações são comuns entre aqueles que fazem caixa dois. 

Também foi apontado que diversos gastos de campanha não foram identificados de maneira adequada. 

"Mediante a integração do módulo de análise do SPCE e com base de dados das Juntas Comerciais (CNE), foi identificada a realização de despesas junto a fornecedores não registrados ou ativos na Junta Comercial do Estado sede da empresa, recomendando o encaminhamento do indício ao Ministério Público Eleitoral para investigação mais aprofundada quanto à informação de empresa inexistente como fornecedora da campanha eleitoral e a consequente omissão do gasto efetivamente realizado", conta na peça em que foi decidido que Robert seria investigado. 

O número do processo é Nº 0000652-30.2016.6.26.0323 e pode ser visto na página do http://www.tre-sp.jus.br/.

Vídeo

Paiva chamou atenção recentemente em um vídeo que circula pela internet, gravado por ele na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São) em que ataca e persegue dois ex-prefeitos de Paulínia, Edson Moura (MDB) e seu filho, Edson Moura Júnior (MDB). 

Na gravação, mesmo sem apresentar nenhuma prova, ele alega que foi ameaçado por Moura pai, que se posicionou perante a câmera do celular de Robert e o chamou de “covarde”. “Você quer se promover e fica falando um monte de babaquice”, afirmou Edson Moura, que ainda negou ter feito qualquer tipo de ameaça contra o candidato derrotado em 2016. 

Procurado para se manifestar sobre os assuntos tratados no texto, Robert não atendeu às ligações da reportagem. O espaço está aberto para manifestações.

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