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Psiquiatria

O tempo de cada um (Coluna do médico Aldo Felipe)

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Psiquiatria com o Dr. Aldo Felipe

Psiquiatria com o Dr. Aldo FelipeDr. Aldo Felipe Pinto, graduado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2016) e residente em Psiquiatria pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2020). Contato (19) 98238-0821 Atendimento em Vitalité (Paulínia) – Av . Santa Cruz 333 – (19) 3844-3280

06/02/2020 14h35
Por: Zatum Notícias
Fonte: Dr. Aldo Felipe Pinto
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Aldo Felipe Pinto (Crédito: arquivo pessoal)
Aldo Felipe Pinto (Crédito: arquivo pessoal)

As pessoas costumam ter ritmos diferentes, uns dos outros, quanto à resolução de seus problemas. Algumas são mais rápidas, com o intuito de se verem livres, logo, do desconforto momentâneo, enquanto outras não têm tanta pressa e não se preocupam com o “deixa para amanhã”. Porém, estas discrepâncias muitas vezes geram  discordâncias em ambientes profissionais e relações entre pessoas. Mas de onde vem tal diferença?

Na psiquiatria muitas vezes observamos os sintomas de determinadas doenças segundo a fenomenologia, que nada mais é do que a descrição das ocorrências psíquicas (os pensamentos e sentimentos). Nesta, é observada a relação do indivíduo com o tempo; explico: em uma situação de ansiedade, uma pessoa está preocupada com algo que pode acontecer no futuro, pensando em soluções e hipóteses; já uma pessoa alegre com o momento, está apenas desejando curtir seu presente, sem se preocupar com acontecimentos do passado ou possíveis questões futuras. 

Tal diferença de como cada um lida com o tempo é muito mais do que apenas uma característica momentânea, pode revelar traços de personalidade. Em casos mais graves, quando acarretam prejuízos e interferem em relações pessoais e profissionais, são consideradas doença mental, como em exemplos a seguir.

No transtorno de ansiedade é como se a pessoa vivesse no futuro, e isto ocorre de forma tão intensa que acabamos expressando sintomas como preocupação exagerada, insônia, dificuldade de concentração, irritabilidade (“pavio curto”), fadiga, dentre outros. 

Outro caso de relação patológica com o tempo ocorre quando passamos a nos preocupar demais o passado, nos apegando a culpas e frustrações de acontecimentos que não voltam mais, podendo, não raramente, resultar em sintomas do transtorno depressivo, como tristeza, falta de energia, culpa excessiva. 

Até mesmo uma relação excessiva com o presente pode ser patológica: quando alguém se fixa apenas no momento atual, acaba esquecendo-se de características importantes do passado e futuro, podendo tornar-se impulsiva e inconsequente, tomando decisões sem pensar ou até mesmo buscando o uso de drogas, que geram apenas o prazer momentâneo, sem medir consequências futuras.

Não existe uma fórmula mágica para se viver o tempo com equilíbrio, porém conhecer nossa relação com ele e sempre buscar vive-lo de forma mais saudável para cada situação pode ser uma boa solução.

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