Cidades Paulínia

Sem controle do número de passageiros, nova empresa de ônibus começa cobrar a tarifa

População continua reclamando da Terra Auto Viação

16/01/2020 19h49 Atualizada há 8 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
Usuários precisam enfrentar lotações em praticamente todos os horários (Crédito: Zatum Imagem)
Usuários precisam enfrentar lotações em praticamente todos os horários (Crédito: Zatum Imagem)

Apesar dos atrasos, números insuficientes de veículos para atender a demanda e nenhum controle da quantidade de passageiros que entram nos ônibus, nesta quinta-feira (16), a Terra Auto Viação começou a cobrar R$ 1 dos usuários do transporte público de Paulínia. Diversos moradores reclamaram da cobrança, considerada indevida, já que os serviços são considerados ruins. 

A reportagem apurou que para começar a cobrança, a empresa deveria disponibilizar leitores de cartões, um software que permite o controle do número de usuários por parte da Secretaria de Transportes, a auditoria, aferição e lacração das catracas. Tais serviços deveriam ter sido realizados por servidores públicos.  Nenhum dos itens mencionados acima está regular ou feito atendido de forma adequada. 

Como começou a cobrar dos usuários, a Terra também deverá cobrar o subsídio de R$ 1,45 por passagem da prefeitura, mas sem condições de precisar o número de pessoas transportadas. Na época da Passaredo, aproximadamente 25 mil pessoas utilizavam o sistema público de transporte em Paulínia.   

Para complicar a situação, por meio de nota, a Prefeitura de Paulínia informou que somente fará repasses em dinheiro “mediante comprovação dos passageiros que foram transportados pela empresa”. O governo Du Cazellato (PSDB) também informou que “os documentos apresentados serão analisados pela Secretaria Municipal de Transportes e por outros servidores da Administração”.

Assim, a Terra corre o risco de estar trabalhando e não receber, já que não tem como apontar com precisão quantas pessoas foram transportadas. 

Demora

A reportagem apurou também que entre 30 e 35 ônibus estão sendo usados no transporte público. O edital exige 52. No primeiro dia de prestação de serviço, no sábado (11),  a Terra disponibilizou 20 veículos, por isso, o caos e a demora, em todos os pontos de passageiros. Embora tenha ocorrido aumento do número de veículos ao longo da semana, ainda faltam ao menos 17 ônibus para a situação ser normalizada. 

Na quinta-feira (16), a reportagem do Zatum flagrou diversos atrasos e pontos de ônibus lotados. “Está uma bagunça, esse prefeito não respeita o povo pobre e trabalhador. Estou chegando suja e atrasada no serviço”, relatou a vendedora Renata Castro Mendes, 40 anos. 

Entre outra reclamações contra a Terra estão a sujeira dos veículos, ônibus que quebram no meio do caminho ou que ficam sem diesel, estado de conservação ruim, atrasos de até uma hora e superlotação de passageiros, até em horários que não são considerados de pico. 

O Portal Zatum não conseguiu contato com nenhum representante da Terra. Desta forma, o espaço está aberto para manifestações. 

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