Uma nova onda de fake news, iniciada no começo da semana passada, tem assustado pais, professores e alunos em todas as escolas que são de responsabilidades do Estado em Mogi Mirim.
O padrão é o mesmo: o aluno picha em algum lugar da escola, normalmente no banheiro: "Massacre dia X". A maioria tira foto, apaga a frase e depois publica nas redes sociais ou distribui em grupos de WhatsApp usualmente em um perfil anônimo.
A veiculação da mensagem acaba por chegar aos pais e à escola, provocando um clima de apreensão. Seria uma ameaça real? Para se precaver, as escolas acabam fazendo um boletim de ocorrência, deixando a investigação a cargo das forças públicas.
Na maioria das vezes não é possível identificar o pichador e o caso fica sem solução. Nem mesmo as câmeras de segurança ajudam, uma vez que é proibido colocar monitoramento nos banheiros. Já em casos em que os responsáveis foram descobertos, todos deram a mesma explicação: uma brincadeira para assustar a comunidade escolar.
Nesta manhã conversamos com uma agente escolar, responsável direta pela disciplina dentro de uma escola "Lidamos com os rumores de ameaças com a maior seriedade, razão pela qual estamos trabalhando com as autoridades policiais para investigar as advertências de possíveis atos de violência nas escolas", disse a agente.
Segundo os órgãos de segurança pública, um dos maiores problemas desse tipo de fake news, além do terror que provoca na comunidade, é a necessidade de deslocamento de grande aparato policial para a investigação, tirando as forças de outras ações.
Nesta segunda-feira (22), onde novamente surgiram rumores em escolas como Prof Valério Strang localizada no Mirante, também na E E Coronel Venâncio, localizada na região central, ambas passaram por uma varredura feita por GCMs da cidade.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, por sua vez, afirma que atua em parceria com os órgãos de segurança pública em todo estado "para a conscientização das comunidades escolares em relação à proliferação deste tipo de conteúdo".
Enfim, pedimos encarecidamente que os pais conversem com seus filhos e estejam alertas aos seus aparelhos de celulares, para que a qualquer indício ou suspeita de colegas estarem fazendo isso que seja imediatamente comunicado à direção da escola. Uma vez que isso apenas espalha medo, pânico e atrapalha o andamento das unidades.