Cidades Paulínia

MALDADE: Governo Cazellato acaba com o sustento de 30 catadores de recicláveis

(Assista os vídeos com relatos dos catadores) Umas das pessoas prejudicas é Terezinha Lima, 64 anos, que luta contra um câncer

10/01/2020 16h33 Atualizada há 7 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
Joaquim Ferreira Clemente e Francisco Marinho Lima, que foram prejudicados pelo governo Cazellato (Crédito: Zatum Imagem)
Joaquim Ferreira Clemente e Francisco Marinho Lima, que foram prejudicados pelo governo Cazellato (Crédito: Zatum Imagem)

O governo Du Cazellato (PSDB) fez mais uma maldade com os moradores pobres de Paulínia. Dessa vez, o alvo foi um grupo de catadores de recicláveis do bairro João Aranha. Sem oferecer nenhuma contrapartida aos trabalhadores, a atual administração derrubou o local que usado como para a compra e venda dos materiais reciclados e ainda proibiu os catadores de utilizar o espaço, que existia há 15 anos. 

Durante a semana, funcionários do Consórcio Paulínia Sempre Limpa foram até a Avenida José Bordignon e derrubaram a estrutura montada pelos catadores. Até equipamentos de trabalho foram levados em caminhões, para serem destruídos e jogados no aterro da Estre Ambiental. Em uma matéria divulgada na terça (07), a administração Cazellato relatou que estava “limpando a área”.

Uma das prejudicadas é Terezinha de Lima, de 64 anos de idade. Ela recebia doações de plásticos, vidros e papelão para revender. O dinheiro era usado para comprar comida e ajudar no tratamento contra um câncer no colo do útero. “Chorei bastante quando levaram as nossas coisas. O meu filho precisou tomar comprimidos para ficar calmo. A prefeitura acabou com o nosso ganha pão”, relatou. 

Trinta Catadores

O catador Francisco Marinho de Lima, de 69 anos, contou que em média 30 pessoas negociavam materiais que pegavam das ruas da região. Cada trabalhador lucrava em média de R$ 30 a R$ 50 por dia. “Não sei roubar e nem vender droga. Estou desempregado e pagava as contas da minha casa com o dinheiro da reciclagem. Estou sem nada agora”, disse. 

Outro que foi afetado é o aposentado Joaquim Ferreira Clemente, 69 anos. “Sou aposentado e recebo um salário mínimo por mês. Trabalhava com reciclagem para complementar a minha renda. A prefeitura fez errado ao expulsar todo mundo”, opinou.

Na destruição do espaço, a prefeitura também derrubou árvores, como pés de maracujá e de temperos, que eram usados pelas pessoas que frequentavam o espaço. “Foi uma covardia o que fizeram com a gente, estamos desempregados e precisamos comer”, disse o catador José da Costa, 45 anos. 

Para continurem com o trabalho, os catadores precisarão andar mais para irem até outro local que comprem os materiais recolhidos. Uma das vantagens do ponto era que as mercadorias eram comercializadas com preços mais altos, segundo Costa. 

Assistência Social

A Assistente Social, especializada em desenvolvimento urbano, Maria Celeste explicou que catadores de recicláveis prestam um serviço para a sociedade. “A  prefeitura precisava buscar o diálogo, e oferecer alternativas. Em Paulínia existem cooperativas com trabalhos importantes e esse pessoal poderia ser acolhido, ou outras alternativas poderiam ser buscadas”, contextualizou a profissional. 

Em nota, a Prefeitura de Paulínia confirmou que removeu os catadores, que o local era usado de forma irregular e que tem desocupado áreas públicas. “No caso de invasão por meio de obra ou construção de caráter provisório, o órgão competente da prefeitura deverá proceder sumariamente à desobstrução do logradouro”, diz parte da nota do governo.

Vídeos das pessoas afetadas com medida do governo Cazellato: Terezinha de Lima e Francisco Marinho Lima.

 

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