Cidades Paulínia

Após dois meses, prefeitura ainda não explicou à família a causa da morte de Nícolas no HMP

A dona de casa Kelen está revoltada com a situação

23/12/2019 12h10 Atualizada há 8 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
O pequeno Nícolas, que morreu supostamente em razão de negligência no HMP (Crédito: Arquivo Familiar)
O pequeno Nícolas, que morreu supostamente em razão de negligência no HMP (Crédito: Arquivo Familiar)

Passados dois meses da morte de Nícolas Samuel Ribeiro de Oliveira, 9 anos, causada supostamente em razão de mau atendimento no HMP (Hospital Municipal de Paulínia), a Secretaria de Saúde de Paulínia ainda não explicou aos familiares o que aconteceu com a criança. No dia 12 de dezembro passado, o menino completaria dez anos de idade, caso estivesse vivo. 

Na manhã de quinta-feira (18) da semana passada, por meio de uma nota protocolar, o governo do prefeito Du Cazellato (PSDB) apenas se limitou a dizer que a investigação interna ainda não terminou e que o procedimento está dentro do prazo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Nenhum prazo sobre a conclusão final foi repassada para a reportagem. 

No entanto, a mãe do pequeno Nícolas, a dona de casa Kelen Regina Ribeiro, 29 anos, está indignada com a situação. 

“O pessoal da prefeitura só deu atenção quando o assunto saiu nos jornais, talvez para abafar o caso. Nícolas morreu por conta da negligência no hospital e a Secretaria de Saúde precisa explicar a situação. É muita falta de respeito com o próximo”, afirmou. 

Kelen relatou que exames realizados no Hospital Universitário de Jundiaí, onde a criança morreu no dia 20 de outubro, constataram que a causa da morte foi uma bactéria, que paralisou os dois rins do menino, causando, inclusive, danos ao pulmão. Segundo a dona de casa, o médico que entregou os exames afirmou que se Nícolas fosse atendido de forma adequada, logo quando foi recebido no HMP, a morte poderia ter sido evitada. 

“Estou muito triste e nosso advogado está tomando as providências necessárias. Esse pessoal da prefeitura não respeita a vida de quem precisa usar a saúde pública, de quem é pobre”, disse Kelen, bastante emocionada. 

Histórico

Kelen relatou que o menino começou a passar mal em um domingo, no dia 13 de outubro. Ele sentia dores de barriga e não queria se alimentar. Nícolas foi levado ao hospital e o médico que realizou atendimento receitou Dipirona e Prasil. Como não houve melhora e o quadro piorava, o garoto foi novamente levado ao hospital, no dia 15 daquele mês. 

De acordo com Kelen, mais uma vez foi receitado Dipirona e dessa vez foi dado soro. O médico que atendeu Nícolas, na ocasião, disse que se tratava de uma virose. Porém, a criança não apresentava avanços em seu estado de saúde e no dia 17 de outubro o menino foi levado mais uma vez ao HMP. Dessa vez, com o estado de saúde ainda mais agravado, e atendido por uma médica, Nícolas ficou internado e foi realizado um exame de Raio-X. 

Os profissionais que atenderam o estudante disseram que ele tinha uma pneumonia. Enquanto isso, a saúde de Nícolas piorava. Como em Paulínia não existe UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) Infantil, o pequeno foi levado para Jundiaí, para receber atendimento médico adequado, no dia 18 de outubro.  

No dia 20 de outubro, um domingo, o pequeno Nícolas faleceu no Hospital Universitário de Jundiaí, com apenas nove anos de idade, após ser atendido, supostamente de forma negligente, por três vezes, no hospital de Paulínia. 

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